“... Em Helder de Carvalho – o rosto humano –, são leituras, aproximações, visões (que toda a arte é, de sua própria natureza, visionária) e, por isso, ampliação, na justa medida em que ao modelo retratado se acrescenta a centelha que o artista, como da forja de Vulcano, sempre extrai do barro em que lhes modela e ilumina os traços. Mas são também projecções – estas, sim – da sua sensibilidade e da sua imaginação criadora. Não se trata, pois de figuração, mas de transfiguração, no mais amplo e rigorosos sentido do termo…”
Albano Martins
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